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Muito se fala a respeito dessas duas notações e o que se fala geralmente segue a seguinte ordem; quem gosta de BPMN fala mal de eEPC e vice versa.

O meu intuito não é acabar com essa “guerra”, mesmo porque, com palavras, isso seria impossível. Seria necessário que cada analista que usa BPMN ou eEPC passassem a usar a outra notação, para que cada um entendesse quando usar uma ou outra. Julgar que uma é “melhor” que a outra sem conhecer a outra é no mínimo injusto, por isso quero apenas colocar o meu ponto de vista. Conheço as duas, já usei muito as duas e por isso não consigo dizer que uma é melhor que a outra, mas por outro lado, consigo dizer que uma se sobressai à outra dependendo da iniciativa.

O que quero dizer é que dependendo do objetivo que se busca, uma pode ser melhor do que a outra, mas com certeza as duas servem para retratar os processos de negócio. Vou usar o quesito “abstração” para tentar colocar o meu ponto de vista. Em se falando de mapeamento/modelagem, abstração é o nível de detalhamento que se emprega para retratar determinado processo. Tomemos como exemplo uma iniciativa de modelagem de processos com foco em transformação de processos. Neste caso, prefiro utilizar a notação eEPC pois é preciso empregar um nível de abstração bastante baixo, ou seja, bastante detalhado, e a eEPC, por utilizar representações através de eventos, fornece condições que favorecem este detalhamento. Porém, em uma necessidade de apresentação de um determinado processo, a um grupo executivo, prefiro utilizar a notação BPMN, pois esta representa o processo de forma mais macro, com um nível de abstração mais baixo, ideal para o entendimento de questões em alto nível.

Na verdade então, a diferença básica entre uma notação e outra, é o nível de detalhamento que cada uma favorece. BPMN se ajusta muito melhor a iniciativas que requerem um nível menos detalhado de informações e o “eventograma”, ou melhor, o eEPC, se encaixa perfeitamente a iniciativas onde um maior detalhamento é requerido.